Os mais de trinta anos de carreira representam a autoridade de Adriane no mundo da estética, mas sua trajetória vai além da rotina dermatofuncional. Por meio de seu trabalho, ela busca iluminar seus pacientes, compartilhando ensinamentos para a vida. Logo cedo, aos treze anos, Adriane decidiu voar solo e começou a procurar emprego para ajudar no sustento da família. Com pais divorciados e sendo a primeira filha mulher entre três irmãos, não foram nas primeiras tentativas que as empresas abriram suas portas para ela. Até que um antigo grupo de supermercados de Joinville deu o primeiro "sim" da empresária, e foi ali que ela considera seu primeiro sucesso. Após essa oportunidade, ela nunca mais precisou procurar emprego. Mais tarde, surgiu uma proposta para trabalhar em um banco, uma oportunidade glamourosa para a época. Após outras portas abertas, ela começou a vender Natura, confirmando suas habilidades em comunicação, sobretudo em vendas, e despertando seu interesse pelo mundo da beleza. "Me formei em estética, aprendi a fazer massagens terapêuticas e estéticas, e trabalhava muito para diminuir celulite, até que surgiu a necessidade de usar aparelhos. Na época, porém, só era permitido manuseá-los quem fosse fisioterapeuta”, recorda.
Adriane se tornou fisioterapeuta quando já era casada e tinha filhos, mas seus estudos não pararam por aí. Dermatofuncional, medicina tradicional chinesa, microfisioterapia e constelação familiar são algumas de suas especialidades. "Trabalho muito com constelação sistêmica familiar. E por que disso? Porque assim que um paciente deita no divă para tratar o corpo ou a face, ele acaba se abrindo para falar coisas que não falaria para mais ninguém. Isso me fez perceber que preciso olhar o paciente como um todo, afinal, não é apenas um pedaço de tecido que precisa ser tratado, mas sim um corpo, uma alma e um espírito", reflete. A estética trabalhada por Adriane busca a recuperação, um tratamento cuidadoso de dentro para fora, não apenas uma transformação completa da aparência do paciente. "Nós somos únicos, e só nós sabemos o que sentimos. Por isso, quando trato um paciente, é para isso que olho", descreve.
"Sempre tive uma abelha-rainha em casa", diz Adriane. Para ela, foi fácil se desenvolver como uma mulher forte e determinada ao ter como principal referência sua própria mãe. "Ela fazia mil e uma coisas. Trabalhava em chão de fábrica, mas se envolvia com política e se virava para sustentar os filhos. Então, eu também desejei ser uma abelha-rainha e nunca aceitei menos do que isso", compartilha. Adriane conta que, quando se casou com seu ex-marido, ele desejou que ela fosse apenas dona de casa, mas não foi esse caminho que ela quis. Por isso, nunca parou de trabalhar, não deixou de ter a própria profissão e, principalmente, nunca parou de se reinventar. "Ao manter uma clínica por 34 anos, passei por muitos desafios, mas sempre pensei que, quando desejava alcançar um objetivo na vida, se eu focasse nele e tivesse fé, eu conseguiria alcançá-lo. Tudo o que fiz e onde andei, sempre tive a mão de Deus abrindo as portas para mim", acredita.
A empresária também carrega para a vida um mantra que faz questão de nunca esquecer: ela não olha para os obstáculos, mas para a direção onde quer chegar. Além disso, ela só olha para trás se isso a ajudar a conquistar seus objetivos no presente, sem nunca prejudicar ninguém. "Não estamos aqui para ficar sofrendo o tempo todo, mas para evoluir-mos, e essa evolução pode ser leve", destaca. Seguindo as leis da constelação, Adriane acredita que uma verdadeira abelha-rainha deve honrar suas origens e ser grata pelas conquistas, garantindo assim um retorno positivo sobre tudo o que faz, seja nos negócios ou na vida como um todo.